Cada sinistro chega como uma pilha de documentos: boletim de ocorrência em PDF, cópia da CNH, fotos, apólice. Hoje, pessoas leem, conferem e cruzam tudo à mão. A Fábrica de Agentes transforma essa esteira manual em uma linha de produção cognitiva, com validação automática, trilha de auditoria e curadoria humana onde de fato importa.
Conferência aprovada sem toque humano
5 campos cruzados · confiança 0.97 · 4,2s
Em uma seguradora de grande porte, uma operação pode receber 30 mil sinistros e 50 mil atendimentos por mês. Cada caso dispara a mesma sequência repetitiva: receber o boletim de ocorrência em PDF e validar contra a apólice, receber a cópia da CNH e validar contra o boletim e a apólice, conferir datas, placas, nomes, CPFs e vigência da cobertura.
Multiplicado por dezenas de milhares de casos, isso consome dezenas de FTEs em uma atividade que, na essência, é cara-crachá: comparar um dado de um documento com o mesmo dado em outro. É a cola humana que mantém o processo de pé, e é exatamente ela que trava a régua de regulação.
O boletim de ocorrência chega em PDF escaneado, torto, com qualidade variável. A CNH vem como foto. A apólice está no core. Nada conversa de forma estruturada.
O analista abre cada documento, localiza placa, nome, CPF, data e vigência, e confere um a um contra os demais. Um erro de leitura vira pagamento indevido ou reclamação.
O que leva minutos por documento vira centenas de milhares de minutos por mês. A operação cresce contratando gente, e o custo sobe na mesma velocidade do volume.
O Novo Marco Legal dos Seguros impõe prazo de até 30 dias para análise e pagamento. O gargalo documental é hoje um dos maiores riscos de descumprimento.
Boletim de ocorrência contra apólice
A placa, o segurado e a data do BO precisam casar com o que consta na apólice vigente.
CNH contra boletim de ocorrência
O condutor declarado no BO precisa ser o titular da CNH, com categoria e validade compatíveis.
CNH contra apólice
O condutor é segurado, condutor autorizado ou terceiro? A cobertura depende dessa resposta.
Comprovantes e fotos contra o relato
Os danos relatados batem com as imagens e com o local e horário informados?
Custo de FTE da conferência manual
Modelo conservador e ilustrativo. Premissas explícitas para qualquer operação de grande porte recalcular com seus próprios números. (PROJEÇÃO)
A Fábrica de Agentes monta uma equipe de agentes especializados, cada um com um papel claro, que assume a esteira documental de ponta a ponta. O squad lê PDF e imagem de forma nativa, extrai os campos, faz o cara-crachá automático entre boletim, CNH e apólice, sinaliza divergências, registra no sistema de sinistros e comunica o segurado. O time humano entra apenas na curadoria dos casos sinalizados.
Ver o impactoRecebe o aviso, classifica o sinistro e identifica quais documentos estão presentes ou faltam.
OCR cognitivo multimodal. Lê BO, CNH, apólice e comprovantes, extraindo campos estruturados mesmo de documentos manuscritos ou de baixa qualidade.
O cara-crachá automatizado. Confronta campo a campo (placa, nome, CPF, datas, vigência) entre BO, CNH e apólice, e lista divergências com nível de confiança.
Detecta adulteração de documentos, divergências e padrões suspeitos antes de qualquer decisão de cobertura.
Confere completude e nível de confiança de cada etapa. Decide o que segue touchless e o que precisa de curadoria humana, com controle de SLA.
Registra a decisão no core de sinistros, aciona os próximos passos e comunica o segurado pelos canais disponíveis, com trilha de auditoria completa.
Mesma arquitetura de papéis da Fábrica: triagem, execução, controle de qualidade e despacho. O escopo aqui é a esteira de back office da conferência documental, a parte que mais consome FTEs e menos exige julgamento humano.
A automação cognitiva não promete zerar gente. Ela move o trabalho humano de onde ele não agrega, a conferência mecânica, para onde ele decide: as exceções, a fraude e os casos sensíveis.
Não é promessa. É o que o setor já mede. Os números abaixo vêm de casos públicos e estudos do mercado de seguros e de processamento inteligente de documentos. Servem de âncora realista para o ganho esperado nesta esteira.
Ver o paradigmade redução no tempo de processamento de sinistros com IA documental
de danos parciais auto resolvidos de forma totalmente touchless em plataformas globais
de economia potencial na gestão de sinistros com automação de conferência documental
das empresas com mais da metade do processamento de documentos automatizado até 2026
Cenário ilustrativo: 30 mil sinistros por mês
Premissas ilustrativas. Os números finais são calibrados no diagnóstico (baseline AS-IS) de cada cliente. (PROJEÇÃO)
Aplicado ao caso de 30 mil sinistros mensais, mesmo a faixa conservadora desses benchmarks já representa a liberação de mais de cem FTEs hoje presos em conferência documental. O ganho real depende da maturidade dos dados, da qualidade dos documentos de entrada e do desenho dos pontos de revisão humana.
Não tratamos o desafio como um robô que aperta botões. Tratamos como a montagem de um time, com membros digitais assumindo papéis. O modelo tem três camadas:
Ver o planoModelamos o processo desejado como uma equipe, com papéis, responsabilidades e handoffs bem definidos antes de escrever uma linha de código.
Cada papel vira um software autônomo, com políticas, ferramentas e contratos de entrada e saída claros. Compostos, não monolíticos.
Industrializamos e replicamos essas equipes, criando linhas de produção cognitivas para novos fluxos sem reiniciar do zero.
Cada decisão é auditada por um agente de QA, que registra a trilha de auditoria e a explicabilidade de ponta a ponta. Some-se a isso o Cockpit de controle e o Human in the Loop, e a seguradora ganha escala sem abrir mão de governança, requisito direto para SUSEP e para o prazo regulatório.
Integra, não substitui
Os agentes orquestram o core de sinistros, o ERP e as bases existentes por conectores padronizados. Nada de replataformar.
Humano no circuito por confiança
Cada conferência tem um nível de confiança. Abaixo do limiar, o caso vai a um especialista já com o contexto pronto.
Auditoria e SLA por desenho
Toda decisão dos agentes deixa trilha rastreável, com controle de prazos e qualidade, atendendo às exigências regulatórias da SUSEP.
Mapeamos o processo atual, medimos custo, tempo de ciclo e taxa de erro, e definimos os SLOs e as restrições (LGPD, risco). Entregáveis: business case, mapa AS-IS e dashboard de baseline.
Automatizamos um recorte, por exemplo a validação cruzada de boletim, CNH e apólice, com volume real, medindo acurácia e ganho contra o baseline definido.
Squad completo em operação, com Cockpit, Human in the Loop e QA contínuo, integrado ao core de sinistros e sistemas existentes sem replataformar.
Industrializamos a esteira para outros ramos e fluxos, transformando a solução em uma fábrica de agentes recorrente que cresce com o volume sem crescer em headcount.
Mapeamos com você as conferências documentais que mais consomem FTEs na regulação de sinistros e desenhamos a esteira de agentes para assumi-las, com medição de baseline desde o primeiro dia.